quinta-feira, 18 de julho de 2013

ISTO ESTÁ É A PRECISAR DE UM DOMADOR!

ESTE CIRCO NÃO ME AGRADA!
Há dias que a tenda foi montada lá para os lados de Lisboa (a cidade dos circos) e a toda a hora as televisões fazem-nos chegar imagens da bicheza que por ali se vai movimentado de crinas aparadas, cascos novos, pêlo luzidio, coleiras de enfeite e de segurança, muito gordinhos e bem cuidados (outra coisa não seria de esperar tal a qualidade da paparoca ostentada pelas gamelas que eles não querem largar por ração nenhuma)!
Exibição para aqui, exibição para ali, lá se vão pavoneando em frente às câmaras de televisão emitindo uns grunhidos que os caracterizam, cada um na sua raça. 
A multidão aglomera-se mas a bicheza não se entende e o espectáculo, já pago, não há meio de começar! 
Sabe-se entretanto que um dos bichos, por ventura o de mais mau aspecto, fugiu para as Ilhas Selvagens e há que aguardar que ele volte por si. Comenta-se que se o tentarem apanhar ele morde!
Enquanto isso a «companhia» vai delapidando o seu «pé de meia» com gastos supérfluos e evitáveis para manter os caprichos da bicharada.
Do meio da multidão surgem apupos e ouve-se, amiudadas vezes, alguém que grita bem alto: «Isto está é a precisar de um domador, isto está é a precisar de um domador»!
O coelho, o bicho aparentemente mais inofensivo,  bate as patas traseiras, apruma as orelhas, tenta arregalar os olhos, franze três vezes o nariz e diz (neste circo os animais falam!): «Prendam esse humano, prendam esse humano! Somos os melhores animais em actividade e não podemos permitir que seja posta em causa a nossa honestidade para com a companhia!».
O público dispersa cabisbaixo, descrente, incrédulo quanto ao desfecho do espectáculo e, pior, RESIGNADO!
Isto está é a precisar de um domador, isto está é a precisar de um domador!


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